quarta-feira, 30 de março de 2016

Nazistas(não) Picharão! - UFFLIVRE

Nazistas picharão! A história se repete. Na Alemanha nazista, casas e estabelecimentos de judeus eram pichados com frases de “fora judeus!”, “judeus imundos!”, “judeus não são bem-vindo!”. Até hoje, quando grupos neonazistas surgem, apelam para a pichação como um forma covarde de atacar os judeus no anonimato.



Do outro lado do Atlântico, nos EUA, durante a fase mais grave do racismo, movimentos racistas usavam a mesma estratégia para atacar negros anonimamente: pichações. Com elas,buscavam ofender, perseguir, hostilizar e constranger negros. O objetivo era simples: mostrar aos negros que não eram bem-vindo naqueles locais, deixar a mensagem de que apenas uma raça, uma ideologia e um pensamento seria aceito. E mais ainda, essas pichações buscavam mostrar aos demais brancos qual o pensamento predominante no local, com a explícita ameaça a quem não seguisse a determinação de hostilizar negros. Tudo não passa de uma tentativa de dominação ideológica e intimidação com ameaças, explícitas ou veladas.



A estratégia se repete por todo o mundo. Sempre que um grupo preconceituoso deseja hostilizar e perseguir pessoas que discordam de seu pensamento ou que não fazem parte do grupo, o recurso é pichar.




E assim chegamos à UFF. Há anos alunos, professores e demais funcionários se incomodam com inúmeras pichações que inundam e poluem as paredes da UFF, em especial no Campus Gragoatá. Uma minoria, supostamente de alunos, em total desrespeito ao patrimônio público, espalha pichações pelas paredes e muros da universidade. E não se contentam de “apenas” sujar e enfeiar as paredes, mas fazem isso usando termos de baixo calão, ofensivos, agressivos e com apologia às drogas.



Contudo, a falta de respeito por parte dos pichadores não pára por aí. Além da estratégia de demarcar o local com tais pichações, os pichadores passaram a perseguir e hostilizar diretamente pessoas de opiniões contrárias. A pichação abaixo aconteceu em referência a uma aluna, hostilizada em seu curso de graduação por discordar da ideologia de esquerda.
É assustadora a semelhança entre essa pichação e aquelas, nazistas e racistas, que diziam “fora judeus” ou “negros não são permitidos”.

Contudo, antes de mais nada precisamos nos reportar ao uso malicioso e distorcido da palavra “fascistas”. É bem documentada a estratégia comunista implementada por Lenin e Stalin de perseguição político-ideológica que consistia em acusar os outros daquilo que eles mesmos faziam. Aliás, foi Goebbels o marqueteiro nazista quem disse que “uma mentira contada cem vezes torna-se verdade”. Assim, os pichadores agem como fascistas e seguem a cartilha do nazismo, acusando os demais de “fascistas”. Ora, a base do fascismo é a centralização de poder, a veneração de um partido político, a perseguição ideológica de dissidentes e a luta armada em favor da “revolução”. Tudo o que prega a esquerda e o comunismo! Ou seja, os pichadores agem como fascistas, defendem ideoligias afins ao fascismo e são os verdadeiros fascistas. A acusação que fazem não passa de estratégia mal-intencionada para ofender quem diverge.

Ou então é pura ignorância sobre o assunto - não sabemos ao certo, mas parece razoável supor que a quem dedica tanto tempo com pichações e vandalismo não sobra muito tempo para estudar. Aliás, vale ressaltar, a aluna chamada de “fascista” está sendo perseguida justamente por defender o liberalismo econômico, idéia que é diametralmente oposta ao fascismo! Além de tudo isso, podemos ver pelas pichações que há retratos de Karl Marx, referências ao comunismo e à luta de classes, deixando claro que a ideologia que os vândalos desejam impor na faculdade é o comunismo: ideologia responsável por terríveis e sangrentas ditaduras ao redor do mundo, responsável por mais mortes que o próprio nazismo, com a qual o comunismo guarda grandes semelhanças - lembrando que “nazismo” significa nacional-solcialismo e que os nazistas, fascistas e comunistas eram aliados na 2ª Guerra Mundial, aliança essa que deixou de existir apenas quando Hitler decidiu invadir a União Soviética, ferindo o pacto de não-agressão entre esta e a Alemanha.

É escandaloso que isso aconteça nos dias de hoje, principalmente dentro de uma Universidade Federal, que deveria ser um centro de disseminação do saber, com respeito à civilidade, à multiplicidade de opiniões, à liberdade de pensamento e expressão, e uma fortaleza para impedir que os absurdos do passado se repitam - como os genocídios que ocorreram sob as bandeiras do racismo, do nazismo e do comunismo. Nossa Constituição Federal prevê que ninguém poderá ser perseguido ou privado de qualquer direito em razão de suas posições políticas. E é este direito fundamental da aluna, direito constitucional, que os pichadores - verdadeiros fascistas - estão ferindo ao perseguirem-na e prejudicarem seu livre acesso à Universidade Pública.

É inadmissível que uma aluna, depois de ser aprovada em Concurso Vestibular, seja prejudicada, perseguida e constrangida por um grupo fascita e violento ao frequentar as aulas. Ademais, vale ressaltar que a mesma Constituição Federal que determina que ninguém será perseguido por suas opiniões, também determina que é livre a manifestação do pensamento sendo vedado o anonimato. Assim, ainda que os pichadores defendessem a ideia tresloucada de que suas pichações hostis e violentas são alguma forma de “manifestação artística” de péssimo gosto, a Constituição Federal proíbe o anonimato. Ou seja, ferem duplamente a Constituição do país ao realizarem perseguição ideológica e se esconderem no anonimato. Mas uma coisa fica muito clara ao analisarmos o proceder desses grupos radicais: não passam de covardes.

Desde o nazismo, passando pelo racismo, e demais manifestações de ódio e preconceito, esses grupos sempre agiram nas sombras. Acovardados, sem coragem para defender publicamente suas idéias torpes, aproveitam para praticar seus atos quando ninguém está vendo. Tentam instaurar um clima de medo e insegurança no Campus, fazendo todos os alunos, professores e funcionários se sentirem acuados em um ambiente dominado por vândalos radicais e violentos. Tentam oprimir e silenciar as vozes discordantes, fazendo-as pensarem que não são bem-vindas no ambiente acadêmico e que são minoria no corpo estudantil. No entanto, isso tudo não passa de uma mentira que insistem em espalhar pelos muros da faculdade para calar quem pensa diferente. O UFFLivre está aqui justamente para mostrar que uma grande quantidade de alunos, professores e funcionários não concorda com essa doutrinação de esquerda.

O UFFLivre está aqui para mostrar que esses vândalos, verdadeiros fascistas, não são maioria dentro da UFF; que a maioria são alunos interessados, comprometidos com a democracia, respeito às divergências de opinião, civilidade, bom convívio e respeito aos ambientes comuns e ao patrimônio público. O UFFLivre está aqui para mostrar que a maioria preza pela liberdade e que é possível, sim, uma UFF Livre de doutrinação política e perseguição ideológica. E, diferente dos que agem escondidos nas sombras e no anonimato, o UFFLivre assume suas posições, não se acovarda, e convida ao debate, desde que civilizado, aqueles que discordam e desejem discutir livremente suas opiniões.

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Diego Nogueira - Graduando em Medicina pela Universidade Federal Fluminense - Membro Conselheiro do Movimento UFFLIVRE.

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